A verdade sobre a origem da igreja cristã em Roma

* Nilson José Santana

Os judeus romanos tiveram sua origem por ocasião da incursão, na Ásia Menor feita pelo general Pompeu, o grande, entre 70 e 63 AC.

Após haver sufocado uma rebelião no forte Masada, Pompeu, como castigo, levou para Roma algumas dezenas de judeus rebeldes.

100 anos depois, lá na Palestina, Jesus inicia seu ministério concluindo-o através da morte e ressurreição. Nesta época, o mundo romano era governado por Tibério Cézar

O alvoroço causado pela vida, morte e a ascensão de Cristo e, particularmente, os assombrosos milagres nele envolvidos foram de tal relevância, que Pilatos, não teve outra alternativa, se não reportar-se ao seu imperador, em Roma, a narrativa dos acontecimentos.

A colônia judaica de Roma já contava, naquela época, com mais de 200.000 judeus, divididos em várias correntes do judaísmo.

Sabedor daqueles acontecimentos de Jerusalém, muitos deles tornaram-se simpatizantes da doutrina de Cresto, como o chamavam os romanos.

Lá em Jerusalém, os discípulos e apóstolos através da realização de muitos milagres e maravilhas, despertaram, pela nova religião, o interesse de alguns fariseus, essênios e ebionitas

Muitos desses simpatizantes do cristianismo, por questões tradicionais de fidelidade partidária, não quiseram abandonar o judaísmo de seus antepassados, criaram, então, um cristianismo paralelo ao dos apóstolos conhecido como judaizante. Imediatamente, enviaram à cidade de Roma missionários, cuja função era chegar primeiro e disseminar a heresia do outro continente.

A nova religião, o pseudo cristianismo, agora também difundida em Roma na colônia judaica, provocou um tão grande rebuliço entre as várias facções judaicas, que os rumores chegaram ao ouvido do imperador chamado Calígula. Este, por questões políticas e econômicas, tentou levar a questão em banho-maria, esperando que com o tempo o movimento desaparecesse o que não aconteceu.

Morrendo Calígula em 41 DC foi sucedido pelo novo imperador chamado Cláudio. Sabedor do crescimento e desenvolvimento da nova seita, e das brigas entre as facções do judaísmo por causa da mesma e temeroso que o movimento provocasse a mesma revolução acontecida em Jerusalém, expulsou todos judeus da cidade de Roma, obrigando-os a abandonarem todos os seus bens. Estes, expulsos de Roma pelo imperador, muitos deles retornara para Jerusalém.

O grupo de judeus expulsos e de volta à sua terra prometida, já trazia a semente do cristianismo enraizada em seus corações. Sequiosos de esclarecimentos, defrontaram-se com a verdadeira doutrina cristã e converteram-se ao verdadeiro evangelho de Jesus Cristo.

Em Roma, doze anos depois, morre o imperador Cláudio e é sucedido por Nero, filho bastardo de sua mulher Messalina. Nero, também por questões políticas e econômicas, abre novamente as portas de Roma para todos os judeus expurgados pelo seu pai adotivo Cláudio.

Muitos judeus, agora genuinamente cristãos que, em virtude de terem deixado muitas propriedades em Roma, voltam para lá e fundam uma igreja, agora, genuinamente cristã.

Em Jerusalém, cinco anos depois, precisamente 58 da era cristã, o apóstolo Paulo, após sua terceira viagem missionária, encontra-se na cidade de Corinto. Sabedor das dificuldades doutrinárias dos irmãos de Roma e das pressões sofridas pelos mesmos por parte de seus patrícios, escreve a mais importante epístola escrita a estrangeiros - a carta aos romanos.

Dois anos depois, é preso, apela para César, é elevado para Roma, e uma vez lá torna-se um forte baluarte da pregação do evangelho às outras correntes do judaísmo, sem impedimento algum.

Nilson José Santana

Comentários

Aprendiz disse…
Vejo que há uma incorreção histórica importante em seu texto. Você diz:

"Muitos desses simpatizantes do cristianismo, por questões tradicionais de fidelidade partidária, não quiseram abandonar o judaísmo de seus antepassados, criaram, então, um cristianismo paralelo ao dos apóstolos conhecido como judaizante."

Tal descrição não confere com o que foi dito pelos anciãos (presbíteros) da Igreja, em casa de Tiago, a Paulo, quando este esteve pela última vez em Jerusalém:

"E, ouvindo-o eles, glorificaram ao Senhor, e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da lei. E já acerca de ti foram informados de que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da lei. Que faremos pois? em todo o caso é necessário que a multidão se ajunte; porque terão ouvido que já és vindo. Faze, pois, isto que te dizemos: Temos quatro homens que fizeram voto. Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei. Todavia, quanto aos que crêem dos gentios, já nós havemos escrito, e achado por bem, que nada disto observem; mas que só se guardem do que se sacrifica aos ídolos, e do sangue, e do sufocado e da prostituição.” Atos dos Apóstolos, capítulo 21, vesos 20 a 25.

Vemos que segundo a descrição de tais presbíteros, todos os judeus crentes em Jesus, em Jerusalém, guardavam a Lei de Moisés. Paulo acata a recomendação desses presbíteros, e algum tempo depois, quando Jesus lhe aparece, elogia o testemunho de Paulo em Jerusalém.

Tais presbiteros não podem ser judaizantes, pois reconhecem explicitamente a descisão do concílio de Jerusalém sobre os gentios crentes. Isso quer dizer que tais presbítero rejeitavam a imposição da circuncisão e cerimoniais judaicos aos gentios.

Prezado Nilson, sua descrição não se coaduna com o livro de Atos, o qual, como sabemos, é infalível. Portanto, não posso concordar inteiramente com a sua descrição.

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